Vivemos um tempo em que o cansaço se tornou parte da paisagem. Todo mundo parece cansado: do trabalho, das notícias, das cobranças, de tentar dar conta de tudo. 

Mas há uma diferença importante entre estar cansado e estar esgotado. O cansaço passa com descanso; o esgotamento não. Ele vai se acumulando, devagar, até se transformar em um peso invisível, difícil de nomear, mas impossível de ignorar. 

Chamamos isso de cansaço emocional, e ele tem atingido cada vez mais pessoas, especialmente mulheres. Somos criadas para dar conta: do trabalho, da casa, da família, dos filhos, da estética, das metas. É uma rotina de exigências constantes que não permite pausa, e que transforma o autocuidado em luxo. Só que o corpo e a mente cobram a conta. 

O cansaço emocional não aparece de um dia para o outro. Ele chega aos poucos: quando o sono já não descansa, quando o domingo já não traz alívio, quando o sorriso se torna mecânico. Ele se instala quando a vida vira uma sequência de obrigações, sem espaço para o prazer e para a leveza. Precisamos lembrar que esgotamento não é fraqueza, é um pedido de socorro. É o corpo dizendo: “assim não dá mais”. 

E é nesse momento que precisamos ter coragem de parar, de pedir ajuda, de reorganizar as prioridades. Cuidar da mente e das emoções é um ato de amor. Não um amor romântico, mas um amor por si mesmo, aquele que entende que o descanso também é sagrado. A pausa não é perda de tempo, é o que nos devolve o sentido. Aprender a respeitar os próprios limites é um dos gestos mais bonitos de maturidade. 

Porque quem se escuta, se preserva. E quem se preserva, consegue continuar.

* Aline Teixeira é suplente de deputada estadual.

Foto: Divulgação.

Para saber mais sobre outros conteúdos, clique aqui e acesse a home do nosso portal.