Intervenção urbana na Vila Leopoldina dará habitação a 853 famílias

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O prefeito Ricardo Nunes assinou na noite desta terça-feira (20) o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Vila Leopoldina-Villa Lobos, que promoverá a reestruturação urbanística de uma área com 300.000 m² na Zona Oeste da capital, próximo ao Ceagesp. As novas regras priorizam o incentivo à construção de Habitações de Interesse Social (HIS), que beneficiarão 853 famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social, além da reforma do conjunto habitacional Cingapura Madeirite, habitado por 400 famílias. 

Além de sancionar o PIU, o prefeito chamou a atenção para duas inovações nesse projeto: o fato de ser o primeiro PIU originário da iniciativa privada e o método “chave contra chave”, em que o morador só deixa o imóvel atual ao receber a chave da nova habitação. “É um novo paradigma, porque as pessoas só vão sair das suas casas nessas comunidades quando elas vierem para os apartamentos prontos. Portanto, não vai ficar ninguém desamparado. A pessoa muda e aí faz a derrubada do barraco”, explicou Nunes.  

O PIU foi proposto e será custeado pela Votorantim, em contrapartida a empreendimentos na região. O prefeito afirmou ainda que o investimento feito pela empresa será de R$ 200 milhões. Além das habitações, o projeto prevê a construção de 4.375 m2 de equipamentos públicos, a melhoria da infraestrutura urbana, do viário, drenagem, arborização, passeios, implantação de 570 m2 de área comercial, recomposição de 4.800 m2 de rua, construção de 7.315 m2 de avenida na Favela da Linha. 

Haverá também a implantação de um parque linear, com plantio de 2.500 árvores nativas da mata atlântica, conexão entre as ciclovias do Parque Bruno Covas e da Gastão Vidigal e a recuperação dos espaços públicos atualmente ocupados pelas comunidades. 

Emocionado com o fato de pessoas que vivem em condições precárias de habitação conseguirem moradia digna, o prefeito lembrou que o PIU Vila Leopoldina-Villa Lobos vai solucionar questões de precariedade habitacional de duas comunidades situadas nos arredores – Da Linha e Do Nove – e o conjunto habitacional Cingapura Madeirite, que passará por retrofit, beneficiando 400 famílias. “O PIU é a realização de um sonho. Assinar esse projeto é finalmente destravar esse sonho depois de 7 anos de luta. Esse projeto vai trazer saúde, educação, segurança e emprego para muita gente”, disse Maiara Rocha da Costa, moradora da comunidade que será beneficiada com a construção das habitações. 

O projeto foi aprovado pela Câmara no início deste mês, após 7 anos de debates, que incluiu moradores, empresários, Prefeitura e o Legislativo. 

“É importante pensar que é um momento de transformação para a cidade, não é um fato isolado. É o esforço do poder executivo com o poder Legislativo, esforço importante dos moradores, dos empresários que se dedicaram o tempo todo para uma população da qual vocês fazem parte e que nós fazemos parte como cidadãos”, destacou o secretário de Urbanismo e Licenciamento – Marcos Gadelho. 

A região contemplada está situada entre parte da Marginal Pinheiros, Ceagesp e Parque Villa Lobos. O local é atualmente caracterizado pela intensa presença de moradores de rua, problemas relacionados ao uso de tráfico de drogas e falta de equipamentos públicos no entorno. 

Contrapartida
O PIU Vila Leopoldina-Villa Lobos é 100% custeado pela iniciativa privada e as contrapartidas obrigam que as empresas explorem o potencial construtivo somente após concluir os investimentos no local. A Votorantim doou um terreno para que as famílias não tenham de ser removidas para outras regiões. 

“Trata-se de uma grande conquista para a cidade, possibilitando moradia digna para as 853 famílias que viverão aqui, em parte deste terreno, que será objeto de doação da Votorantim para a Prefeitura”, disse o diretor-jurídico, compliance e relações institucionais da Altre – Votorantim, Cláudio Lima. 

A previsão é que os investimentos urbanísticos e sociais transformem a região, que no passado teve usos industriais, em um novo polo de inovação, entretenimento e comércio que atrairá grande circulação de pessoas e desenvolvimento econômico. 

Desenvolvimento
Previsto no Plano Diretor, o PIU é um estudo técnico para promover o ordenamento e a reestruturação urbana em áreas subutilizadas e com potencial de transformação na cidade de São Paulo, o que favorece o desenvolvimento local. Tem por finalidade sistematizar e criar mecanismos urbanísticos que melhor aproveitem a terra e a infraestrutura urbana, aumentando as densidades demográficas e construtivas, além de permitir o desenvolvimento de novas atividades econômicas. 

Na segunda (19), o prefeito já havia sancionado o PIU Arco Jurubatuba, que institui as Áreas de Intervenção Urbana (AIU) Vila Andrade, Jurubatuba e Interlagos. O Plano propõe uma série de ações para o desenvolvimento urbanístico e social destas regiões, com a produção de moradia popular, investimentos em mobilidade, drenagem, lazer e a criação de um polo tecnológico no distrito de Socorro. 

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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