Intel luta para voltar ao topo

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Intel vem trabalhando arduamente no sentido de reconquistar a liderança entre os fabricantes de chips.

Nessa linha, acaba de anunciar que vai investir ao menos US$ 20 bilhões em um novo complexo fabril nas proximidades de Columbus, Ohio. Em uma área de cerca de 4 milhões de metros quadrados, serão erguidas duas fábricas que empregarão diretamente três mil funcionários, além de dezenas de milhares de fornecedores e parceiros. A construção deve começar este ano, com o complexo se tornando operacional em 2025.

Em entrevista à Time, o CEO da Intel, Pat Gelsinger, disse esperar que este se torne o maior local de fabricação de chips do planeta, acrescentando que as instalações podem acabar dobrando em termos de tamanho, com investimentos adicionais de até US$ 100 bilhões na próxima década. Disse também que a empresa planeja investir cerca de US$ 100 milhões em parceria com universidades da região e com a US National Science Foundation para desenvolver novos talentos.

A Intel já tem outras fábricas nos Estados Unidos e anunciou investimentos adicionais da ordem de US$ 20 bilhões para expansão dessas unidades. Esses anúncios ocorrem enquanto o mundo continua a lidar com uma escassez aguda de chips que vem afetando a todos, desde fabricantes de consoles de jogos até a indústria automobilística.

A escassez deve-se não apenas ao aumento do consumo desses componentes, mas também ao processo de desindustrialização dos Estados Unidos e da Europa, com a fabricação de chips deslocando-se para os países asiáticos, particularmente Taiwan, onde a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) está sediada.

Para ajudar a reverter essa situação, o Senado americano aprovou um pacote de subsídios de US$ 52 bilhões para a indústria de chips em junho passado, que pretende oferecer incentivos para que empresas construam novas fábricas no país; esse pacote ainda não passou pela Câmara.

Os maiores concorrentes da Intel, TSMC e Samsung, anunciaram novos investimentos em fábricas nos Estados Unidos, mas muitos observadores consideram que a Intel tem a vantagem de ser uma empresa americana, enquanto a proximidade da TSMC com a China preocupa o Pentágono — alguns americanos consideram ser apenas uma questão de tempo a anexação de Taiwan pela China.

Evidentemente que em outra escala, mas esses movimentos devem alertar-nos acerca da importância de uma indústria forte em nosso país.

* Vivaldo José Breternitz, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

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Foto: Divulgação.

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